Doe agora

Ciclo da violência

As situações de violência doméstica, familiar e de gênero também são marcadas por uma dinâmica opressiva, desenvolvida por meio de um ciclo em que a mulher sofre diversos tipos de violência simultaneamente. O ciclo da violência é composto por três fases:

Fase 1 - O aumento da tensão

Se inicia a partir de agressões verbais (violências psicológica e moral) com xingamentos, humilhações, crises de ciúmes, críticas constantes e evolui para ameaças, destruição de objetos da casa e atos de violência física como empurrões, puxões de cabelos, tapas, dentre outros.
Passe para o lado >>
Imagem

Fase 2 - O aumento da voz

Em procurar ajuda e ser criticada; Por ter retornado a relação e ter sofrido violência novamente.
Passe para o lado >>
Imagem

Medo

  • De romper com relacionamento;
  • De ser discriminada, criticada e culpada pela violência sofrida;
  • De perder a guarda dos filhos/as.

Vergonha

  • Em procurar ajuda e ser criticada;
  • Por ter retornado a relação e ter sofrido violência novamente.

Culpa

  • Pelo fracasso da relação;
  • Por não manter a união da família;
  • Por se sentir responsável pela violência sofrida.

Dependencia emocional

  • Quando existem sentimentos em relação ao parceiro;
  • Por desejar preservar a convivência dos filhos/as com o pai .

Dependência economica

  • Depende do parceiro para sustentar a família;
  • Reside na casa da pessoa agressora e não tem para onde ir;
  • É proibida de trabalhar e não tem nenhuma fonte de renda.

Falta de eacesso á informação

  • Sobre os serviços de atendimento, acolhimento e proteção às mulheres;
  • Sobre as expressões do relacionamento abusivo e os tipos de violência;
  • Que a violência contra mulher é crime;
  • Desconhecer os direitos a uma vida livre de violência.

Falta de rede de apoio

  • Não contar com apoio de pessoas próximas ou familiares;
  • Ausência ou não acesso a serviços de proteção às mulheres.

Valores morais e culturais

  • Pressão social para preservar a família;
  • Naturalização da violência contra as mulheres;
  • Crença de que comportamentos agressivos contra as mulheres é normal.

Valores religiosos que desencorajam e naturalizam a violência contra as mulheres

  • A ideia do casamento indissolúvel;
  • Basta orar que melhora;
  • A mulher deve submissão ao seu marido;
  • A mulher sábia edifica sua casa e mantém sua família (então, deve ela perdoar o comportamento violento de seu marido)

Djamila Ribeiro

É bacharel em Filosofia e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Intelectual premiada, foi nomeada pela BBC uma das 100 mulheres mais influentes do mundo e laureada com o Prêmio Franco-Alemão de Direitos Humanos. É coordenadora da Coleção Feminismos Plurais e fundadora e presidenta do Instituto Feminismos Plurais. Colunista da Folha de S. Paulo e autora que já vendeu mais de 1 milhão de cópias, foi professora da PUC-SP e também professora convidada na NYU (New York University), e agora segue como a primeira brasileira convidada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) para lecionar no programa Dr. Martin Luther King Jr.

Rosilene Pimentel

Assistente Social e Mestra em Política Social. Atua na União Popular de Mulheres de Campo Limpo e Adjacências, na Coordenação da Casa de Acolhimento Provisório Rosangela Rigo, e é docente da Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS). Promove formações, capacitações e palestras sobre as diferentes temáticas que envolvem o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. Autora da cartilha “Será que é amor? Enfrentamento a violência contra as mulheres”, escrita a partir da idealização de Djamila Ribeiro, presidenta do Instituto Feminismos Plurais. É membra da Comissão de Representantes das Redes de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Cidade de São Paulo, do Levante Feminista contra o Feminicídio e conselheira do Conselho Municipal de Política para Mulheres da Cidade de São Paulo. Pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psicologia Social e Violência (NuBalaio).